12 Julho, 2019

Mudanças no mundo jurídico



O mundo jurídico não pára de incrementar ferramentas tecnológicas ao extenuante trabalho por vezes burocrático e cheio de entraves próprios da legislação brasileira.

Por Ana Julia Sampaio

O mundo jurídico não pára de incrementar ferramentas tecnológicas ao extenuante trabalho por vezes burocrático e cheio de entraves próprios da legislação brasileira.

O gerenciamento sistematizado de carteiras de processos é uma antiga ferramenta utilizadas por departamentos jurídicos e escritórios de advocacia. 

Talvez o incremento mais recente tenha sido o BI (Business Intelligence), que permite a visualização de gráficos customizáveis de parâmetros gerenciais em tempo real e dá ao gestor a possiblidade de tomar decisões com rapidez e assertividade. O BI substituiu o Excel com muitas vantagens.

O que chama atenção atualmente é que muitas tarefas braçais passaram a utilizar de tecnologia em algum momento. E os serviços que giram em torno da atividade principal que é advogar foram facilitados pela Inteligência artificial e pelo Big Data.

Os serviços agregados às atividades dos advogados vão desde leitura de publicações, andamentos processuais, pautas de audiências, controles de prazos, protocolos eletrônicos entre outros. E tudo isso em carteiras de volumes pode significar um sem fim de pessoas para executar essas atividades.

Neste cenário, especificamente, pôde-se notar algumas startups trabalhando com robôs para a captura de publicações, pautas e andamentos processais a fim de organizar e até antecipar tarefas substituindo o ser humano, diminuindo muito a chance de erro.

Não obstante, a inteligência artificial permite que os robôs também façam análises a cada dia mais assertivas das carteiras de processos, verificando o status real sem que seja necessário esperar por uma publicação ou que o próprio cliente tenha informação antes do escritório.

Se bem treinados, os robôs também consegue ler sentenças e interpretar o contexto do julgado. Realmente consegue-se mais excelência nos resultados, economia nos gastos com honorários e pessoas.

Estamos longe ainda de substituir as pessoas e não resta dúvidas de que as inúmeras hipóteses que o Direito possui e a criatividade ainda não foram totalmente alcançadas pelos robôs.

Acredito que grande parte do Direito terá que se reinventar em um futuro próximo, no entanto ainda se vê muitas áreas em que a tecnologia caminha a passos de tartaruga. 

É notório que o número de startups no universo jurídico vem aumentando a cada dia e que muitas são os empreendedores interessados em surfar nessa onda. 

É realmente uma área interessante por possuir muitas atividades intrincadas e complexas para atender todas as normas inseridas no Direito. O campo é fertil!

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